Melville e a filosofia: a vontade, as palavras e a acção

Colóquio Internacional

1, 2, 3/03/2012

 

Coordenação científica:

António Marques, José Gil, Silvina

Rodrigues Lopes, Vanessa Brito

Organização: Vanessa Brito

No século XIX, a literatura opõe aos discursos sonantes baseados no querer e no

poder uma palavra que não mente porque não quer dizer nada. Na sua obra, Jacques

Rancière mostrou como esta “palavra muda” construiu um novo regime da verdade, da sua

relação aos acontecimentos e ao pensamento, do qual são herdeiras as ciências sociais e

humanas. A filosofia também foi profundamente marcada por esta revolução literária e

pelo modo como ela cortou o laço entre a vontade, a palavra e a acção. É esta mesma

ligação que estará em causa neste colóquio, estruturado em torno de 3 painéis: 1) O seu

ponto de partida será uma discussão da obra de Herman Melville e do modo como ela

equacionou esta ligação, redefinindo o que significa pensar, escrever ou agir. 2) Em

seguida, analisar-se-ão as repercussões da sua obra na filosofia contemporânea,

nomeadamente através da figura de Bartleby, que influenciou autores como Blanchot,

Derrida, Deleuze, Negri ou Agamben. 3) Por último, este colóquio pretende intervir num

debate actual, animado por filósofos como Alain Badiou, Peter Hallward ou Bernard Aspe,

que vem opor às ideias de involuntarismo (Deleuze) e de inoperatividade (Agamben) a

necessidade de recolocar a acção voluntária no centro do pensamento.

POÉTICAS CONTEMPORÂNEAS

Posted: Fevereiro 16, 2012 in Uncategorized

5º Encontro:

Animal

Moderador: Golgona Anghel

Convidados:

André Dias

Davide Scarso

Luís Filipe Parrado

Jorge Palinhos

24 de Fevereiro

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Edifício ID, r/c

18h-20h

POÉTICAS CONTEMPORÂNEAS

Posted: Janeiro 23, 2012 in Uncategorized

 

 

4º Encontro:

Crítica em ensaio

Moderador: David Teles Pereira

Convidados:

Gustavo Rubim

João Barrento

Rosa Maria Martelo

Silvina Rodrigues Lopes

27 de Janeiro

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Edifício ID, r/c

18h-20h

SEMINÁRIO ABERTO: El DORADO

Posted: Janeiro 10, 2012 in Uncategorized

Encenações de uma UTOPIA 

em tempos de cólera 

“Shadow,” said he,
“Where can it be –
This land of El Dorado?”

“Over the Mountains
Of the Moon,
Down the Valley of the Shadow,
Ride, boldly ride,”
The shade replied –
“If you seek for El Dorado.”

Edgar Allan Poe

 

Poucos lugares do mundo sofreram tantas variantes e tantas mutações territoriais como “El Dorado”. Sob a sentença de um sonho dourado, a história foi acumulando países fabulosos (Paititi, Trapalanda, Lin Lin, La Fuente de la Eterna Juventud, La Ciudad Encantada de los Césares), explorações, penosos confrontos, terras desconhecidas, minas e segredos, escravos, rubis e esmeraldas, canela e cravinho, névoas tropicais, gritos na selva. No século XVI, o fascínio do Novo Mundo fez nascer homens sem cabeça, monstros marinhos, seres deformados. Sobre o corpo delito de uma utopia – “Vulcão de ouro” (Júlio Verne), os “Tristes trópicos” (Levi Strauss), “A quimera de ouro” (Jack London), “Los mares del sur” (Vázquez Montalbán) -, a contemporaneidade vai povoando as montras das agências de turismo com viagens às Caraíbas e à Patagónia, enquanto o ocidente se vai amuralhando com políticas restritivas de imigração contra o sul. Como pensar ainda o caminho para El Dorado? Quem, como e por que procurá-lo? Como viver quando se vive numa ilha deserta, no sul? O sul pode ser também ao Oeste? O sul tem também o seu norte?

António Bracinha Vieira – “título”

Eduardo Pellejero – “O sul também (não) existe – aproximações a um território ficcional”

João Duarte – “A Patagónia de Chatwin: terra de todos os exílios”

Golgona Anghel – “A última noite de amor, o primeiro dia de trabalho”

Coordenação: Silvina Rodrigues Lopes

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

Universidade Nova de Lisboa

Torre B, sala 32

12 de Janeiro

18h-20h

POÉTICAS CONTEMPORÂNEAS

Posted: Novembro 16, 2011 in Uncategorized
3º Encontro:

Crítica nos Jornais
Moderador: Francisco Belard
Convidados:
António Guerreiro
David Teles Pereira
José Mário Silva
Paulo da Costa Domingos
Pedro Mexia
25 de Novembro

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Edifício ID

18h-20h

POÉTICAS CONTEMPORÂNEAS

Posted: Outubro 17, 2011 in Uncategorized

2º Encontro:
António Barahona

Moderador: Golgona Anghel

Convidados:

David Teles Pereira

Gil de Carvalho

Joana Morais Varela

Luís Gomes

Manuel de Freitas

28 de Outubro

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
Edifício ID, r/c
18h-20h


POÉTICAS CONTEMPORÂNEAS

Posted: Setembro 27, 2011 in Uncategorized

POÉTICAS CONTEMPORÂNEAS

1º Encontro:

Revistas literárias do século XXI

Moderador: António Guerreiro

Com a participação de:

Ana Salomé (GOLPE D’ASA)

Fernando Guerreiro (PIOLHO)

Gastão Cruz (RELÂMPAGO)

Luís Henriques (JORNAL DA OFICINA DO CEGO)

Manuel de Freitas (TELHADOS DE VIDRO)

Mariana Pinto dos Santos (INTERVALO)

Paulo Tavares (ARTEFACTO)

Tatiana Faia (ÍTACA)

30 de Setembro

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

Edifício ID, 4º, Sala Multiusos

18h-20h

Ilha, caça cortante

Posted: Setembro 26, 2011 in Uncategorized

 

 

 Em A teus pés (1982), de Ana Cristina César, a poesia escreve-se na instabilidade entre ficção e diário, e no atrito entre o íntimo e o diálogo. Neste encontro, Cátia Pereira, Júlia Hansen, Bernardo RB apresentarão leituras guiadas pelas palavras ilha, caça, cortante.

 

 

FCSH | 29 de Setembro de 2011 l 18 hrs | I&D sala 1.05

Corpo, Escultura, Movimento

Posted: Julho 3, 2011 in Uncategorized

         

Lançamento do livro Fazer, Lugar [a poesia de Ruy Belo] – Lumme Editor –  de Manoel Ricardo de Lima

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V Encontro XYZ:

Encontro sobre Livro da Dança, de Gonçalo M. Tavares

Com Júlia Studart, Manoel Ricardo de Lima e Gonçalo M. Tavares

FCSH, I&D | 5 de Julho de 2011 | 18:00 hrs | Sala multiusos 3

No Livro da Dança (2001), Gonçalo M. Tavares pensa a literatura como um projeto de intervenção que se desenha entre a ficção e o ensaio como formas de operação crítica e de uso, entre o poder da ficção e o desejo do espírito livre e sem gravidade, sem território e sem meta, entre a posse e a despossessão de algo da história da literatura e da história da filosofia. Nesse movimento, começa a compor duos, duplos, ou um terceiro termo que seria um neutro, sempre aberto a mover desvios na história: quando a escrita vem, como sugere Nietzsche, como um corpo que se pergunta o tempo inteiro se é capaz de dançar: um projecto para uma poética do movimento. Neste encontro, o próprio Gonçalo M. Tavares, Júlia Studart e Manoel Ricardo de Lima tecem leituras de fragmentos do Livro da Dança – escolhidos em direção ao que cada um propõe como um termo de sugestão crítica: corpo, escultura e movimento – e alguns pequenos comentários.

 

Encontros ‘X explica Y assinado Z’: a proposta passa por apresentar diferentes pesquisas partindo de um elemento comum a ser distribuído na sessão (como um poema, uma imagem ou fragmentos selecionados), expondo questões, marcos teóricos decisivos, abordagens de um problema e sobretudo abrindo um espaço para a palavra de todos os presentes.

 

Informações e envio de propostas: xexplicayassinadoz@gmail.com

 

Encontro a partir de «O esgotado» de Deleuze sobre Beckett

com Luís Fonseca, José Carlos Cardoso e André Dias

Quinta-feira, 26 de Maio de 2011, 18h

FCSH, Edifício I&D, Piso 0, Sala 07, Av. de Berna 26, Lisboa

Num ensaio tardio intitulado «O esgotado» («L’épuisé», 1992) e dedicado às peças para televisão de Samuel Beckett, o filósofo francês Gilles Deleuzeelabora uma complexa leitura da obra do escritor, fazendo proliferar fórmulas cheias de implicações ontológicas e mesmo políticas, e acrescenta algo àquilo a que se pode chamar ‘o problema do espaço’ na sua filosofia.

Neste quarto encontro, serão desenhadas três tangentes a este ensaio a partir de excertos dados à leitura por Luís Fonseca (cineasta, professor), José Carlos Cardoso (investigador de filosofia, crítico de arte) e André Dias (investigador de cinema).

O ensaio, na sua tradução portuguesa, pode ser obtido aqui ou ali.

Encontros ‘X explica Y assinado Z’: a proposta passa por apresentar diferentes pesquisas partindo de um elemento comum a ser distribuído na sessão (como um poema, uma imagem ou fragmentos selecionados), expondo questões, marcos teóricos decisivos, abordagens de um problema e sobretudo abrindo um espaço para a palavra de todos os presentes. Informações e envio de propostas: xexplicayassinadoz@gmail.com