Lançamento do livro Fazer, Lugar [a poesia de Ruy Belo] – Lumme Editor –  de Manoel Ricardo de Lima

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V Encontro XYZ:

Encontro sobre Livro da Dança, de Gonçalo M. Tavares

Com Júlia Studart, Manoel Ricardo de Lima e Gonçalo M. Tavares

FCSH, I&D | 5 de Julho de 2011 | 18:00 hrs | Sala multiusos 3

No Livro da Dança (2001), Gonçalo M. Tavares pensa a literatura como um projeto de intervenção que se desenha entre a ficção e o ensaio como formas de operação crítica e de uso, entre o poder da ficção e o desejo do espírito livre e sem gravidade, sem território e sem meta, entre a posse e a despossessão de algo da história da literatura e da história da filosofia. Nesse movimento, começa a compor duos, duplos, ou um terceiro termo que seria um neutro, sempre aberto a mover desvios na história: quando a escrita vem, como sugere Nietzsche, como um corpo que se pergunta o tempo inteiro se é capaz de dançar: um projecto para uma poética do movimento. Neste encontro, o próprio Gonçalo M. Tavares, Júlia Studart e Manoel Ricardo de Lima tecem leituras de fragmentos do Livro da Dança – escolhidos em direção ao que cada um propõe como um termo de sugestão crítica: corpo, escultura e movimento – e alguns pequenos comentários.

 

Encontros ‘X explica Y assinado Z’: a proposta passa por apresentar diferentes pesquisas partindo de um elemento comum a ser distribuído na sessão (como um poema, uma imagem ou fragmentos selecionados), expondo questões, marcos teóricos decisivos, abordagens de um problema e sobretudo abrindo um espaço para a palavra de todos os presentes.

 

Informações e envio de propostas: xexplicayassinadoz@gmail.com

 

Encontro a partir de «O esgotado» de Deleuze sobre Beckett

com Luís Fonseca, José Carlos Cardoso e André Dias

Quinta-feira, 26 de Maio de 2011, 18h

FCSH, Edifício I&D, Piso 0, Sala 07, Av. de Berna 26, Lisboa

Num ensaio tardio intitulado «O esgotado» («L’épuisé», 1992) e dedicado às peças para televisão de Samuel Beckett, o filósofo francês Gilles Deleuzeelabora uma complexa leitura da obra do escritor, fazendo proliferar fórmulas cheias de implicações ontológicas e mesmo políticas, e acrescenta algo àquilo a que se pode chamar ‘o problema do espaço’ na sua filosofia.

Neste quarto encontro, serão desenhadas três tangentes a este ensaio a partir de excertos dados à leitura por Luís Fonseca (cineasta, professor), José Carlos Cardoso (investigador de filosofia, crítico de arte) e André Dias (investigador de cinema).

O ensaio, na sua tradução portuguesa, pode ser obtido aqui ou ali.

Encontros ‘X explica Y assinado Z’: a proposta passa por apresentar diferentes pesquisas partindo de um elemento comum a ser distribuído na sessão (como um poema, uma imagem ou fragmentos selecionados), expondo questões, marcos teóricos decisivos, abordagens de um problema e sobretudo abrindo um espaço para a palavra de todos os presentes. Informações e envio de propostas: xexplicayassinadoz@gmail.com


Em “Índio Branco” (1970), J. M. G. Le Clézio busca compreender o mundo moderno através de um diálogo com aquilo que radicalmente o questiona: o pensamento dos índios do México e do Panamá. Parte-se da afirmação de que “as formas e as vozes índias têm algo a dizer-nos, e deveríamos escutá-las”. É portanto através da abertura ao encontro com o outro que nasce a possibilidade de criar linhas de fuga ou de abrir algumas portas no nosso universo de cimento e ramificações eléctricas.

Neste encontro, Maria Carolina Fenati, Júlia de Carvalho Hansen e João Oliveira Duarte apresentarão leituras de fragmentos desse texto, recortados em função de três noções escolhidas por cada um: magia, espelho e pele.


Entre nós e as palavras: a filosofia contra o consenso

 

15 e 16 Março de 2011

 

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

Universidade Nova de Lisboa

Edifício ID, sala multiusos 3 (4º piso)

 

Organização

Golgona Anghel

Vanessa Brito

Silvina Rodrigues Lopes

 

 

 

Abrir um espaço entre nós e as palavras, criar dissensos, é, para Rancière, o próprio coração da política e a condição do pensamento. Pretendemos neste Colóquio tomar essa tese como incitação a uma reflexão que não se limite a explicitar as relações poder/saber e os dispositivos de legitimação e institucionalização que as concretizam. A escrita enquanto pensar/agir – capaz de evidenciar e de deslocar as operações de unificação do mundo constituídas por ficções consensuais que procedem à naturalização das relações tecidas em palavras e imagens – será, pois, o tema orientador. Partir-se-á da leitura de livros e textos de Jacques Rancière, insistindo em conceitos neles decisivos, como os de igualdade, de emancipação, de partilha do sensível e de história, que estão na base da conceptualização da possibilidade de incessantes reconfigurações do mundo, segundo as quais, poesia, literatura e filosofia partilham a capacidade de dar existência ao que era imperceptível apesar da sua operatividade. Essa é a possibilidade de conceber a história em termos não-deterministas e de escapar aos mecanismos identitários: experiência de afirmação da igualdade que implica uma atenção às palavras da literatura que não as reinscreva nos circuitos do estabelecido e às palavras anónimas com que se fez história e ficaram ignoradas pelo ruído de modelos narrativos que impuseram uma lógica de exclusão.

PROGRAMA

15 de Março de 2011

 

9H30 Conferência inaugural por René Schérer, «Le Dissensus constitutif»

 

10h30 Pausa Café

 

1° PAINEL As palavras contra a mestria

Moderadora: Golgona Anghel

10H50 Silvina Rodrigues Lopes, «Anti-destino, experimentação e emancipação»

11H30 Vanessa Brito, «L’espace entre les mots et les choses»

12H10 Maria Benedita Basto, «Comme si, comme cela : histoire et vérification de l’égalité»

 

13H00 Almoço

 

 

2° PAINEL O arquivo e as palavras anónimas

Moderador: João Pedro Cachopo

14H30 Déborah Cohen, « Jacques Rancière et les mots de l’archive »

15H10 José Neves, «A História, o Proletariado e o Espectador»

15H50 Luís Trindade, «A narrativa do desentendimento histórico »

16H30 Tiago Baptista, «Aritméticas da nação no cinema moderno português»

 

19H00 Mesa-redonda na Cinemateca Portuguesa: Arte popular, arte do povo?

Encerramento do ciclo de cinema Jacques Rancière – curtas viagens ao país do povo

Moderadora: Vanessa Brito

Participantes: Emiliano Battista, Pedro Costa, Luís Miguel Oliveira, Jacques Rancière

 

 

 

16 de Março de 2011

 

3° PAINEL

As palavras sem destinatário da literatura

Moderadora: Maria Benedita Basto

9H30 José Paulo Pereira, «Literatura e democracia: Derrida e Rancière»

10H10 Golgona Anghel, «L’intrus, le silence, le conflit: pour une critique de l’exception»

10H50 Maria Filomena Molder, «Perigos, equívocos e linguagens naturais»

11H30 Pausa café

 

4° PAINEL As palavras e a configuração do sensível

Moderador: Manuel Deniz

11H50 Gabriel Rockhill, «Rancière’s productive contradictions: from the politics of Aestectics to the Social Politicity of Art»

12H30 Miguel Cardoso, «A partilha do legível: ordem, desordem e mediação no regime estético»

 

13H10 Almoço

 

5° PAINEL Contra as palavras consensuais

Moderador: José Neves

15H00 António Guerreiro, «Comunidade e política dos puros meios. Para um confronto entre Rancière e Agamben»

15H40 João Pedro Cachopo, «Le dissensus démocratique. Comment désordonner un mot d’ordre?»

16H10 André Barata, «Dissensualizar consensos, sensualizar palavras, democratizar a democracia – ‘La lute politique, c’est aussi la lutte pour l’appropriation des mots’»

18h30 Sessão de autógrafos com Jacques Rancière (Mediateca do IFP).

19H00 Mesa-redonda Voz e democracia (Anfiteatro do IFP).

Participantes: Manuel Deniz, Jacques Rancière, Rui Tavares

 

Com António Guerreiro, Rui Tavares e André Dias

Sexta, 18 de Fevereiro de 2011, 18h
FCSH, Edifício I&D, 4.º, Sala Multiusos 2, Av. de Berna 26, Lisboa

As ondas de propagação da inquietante obra do escritor alemão W. G. Sebald (1944-2001) não deixam de se fazer sentir bem para lá do estrito campo literário, na filosofia, na história e nas artes. Condensando de forma poderosa o ar do nosso tempo, o trabalho de Sebald estabelece uma relação singular com as imagens que permeiam o texto, numa arqueologia das camadas dolorosas da história moderna.
Neste encontro, prestaremos especial atenção a ‘Os Anéis de Saturno’, sua penúltima “prosa de ficção”, com três aproximações à atualidade de Sebald a partir de excertos dados à leitura por António Guerreiro (crítico literário), Rui Tavares (historiador) e André Dias (investigador de cinema).

Encontros ‘X explica Y assinado Z’:
A proposta passa por apresentar diferentes pesquisas partindo de um elemento comum a ser distribuído na sessão (como um poema, uma imagem ou fragmentos selecionados), expondo questões, marcos teóricos decisivos, abordagens de um problema e sobretudo abrindo um espaço para a palavra de todos os presentes.
Informações, pedido de excertos e envio de propostas: xexplicayassinadoz@gmail.com

Escrever na língua do outro

Posted: September 19, 2010 in Uncategorized

FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS

UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA

PROGRAMA DE DOUTORAMENTO EM ESTUDOS PORTUGUESES

e EM LÍNGUAS, LITERATURAS E CULTURAS

Jornada: “Escrever na língua do outro”

28 de Setembro 2010

Edifício ID, sala multiusos 3

“Les beaux livres sont écrits dans une sorte de langue étrangère. »

Proust, Contre Sainte-Beuve

Quando falamos de bilinguismo ou multilinguismo em literatura estamos perante uma situação linguística, uma situação prática e uma situação teórica. Deleuze reconhece isto e interessa-se muito pelos escritores bilingues: Beckett, irlandês, escrevia em francês; Kafka, judeu de Praga, escrevia na língua do império, o alemão; Gherasim Luca, romeno exilado em Paris, falava “apátrida” na sua procura incessante duma nova língua dentro do francês. Considerando isto tudo, poderíamos julgar que o bilinguismo fosse a condição de possibilidade de uma “literatura menor”.

Contudo, num texto sobre Carmelo Bene, de 1979, «manifeste de moins», Deleuze esclarece que o bilinguismo nos «coloca apenas em vias de» (Superpositions, p. 107) uma expressão literária menor. A função heurística do bilinguismo ganha, portanto, mais pujança se a entendemos como uma força de problematização.

Por um lado, “escrever na língua do outro” não é apenas uma questão de “desterritorialização”, é também criação dentro da língua, é um assunto de estilo, é pecar por excesso de realidade, é sentir com a imaginação, é, em definitivo, escrever para/por um povo que falta.

Por outro lado, sob o signo de Monolinguisme de l’autre (Derrida), as nossas preocupações almejam (des)construir algumas das ilusões que envolvem o elogio da língua materna, a sua relação com a morada, a hospitalidade, o exílio.

Programa

Manhã, 10h30 -  abertura

Prof. Doutor Frédéric Worms (Universidade Lille 3; ENS, Paris),

« L’écriture survivante : réflexions à partir de deux livres posthumes sur le deuil, Vivant jusqu’à la mort (Paul Ricoeur, 2007) et Journal de deuil (Roland Barthes, 2009) »

Prof. Doutora Silvina Rodrigues Lopes (FCSH-UNL),

«O futuro anterior da escrita: a partir da leitura de Le ressassement éternel e Après coup de Maurice Blanchot»

Tarde, 15h

Prof. Doutora Fernanda Bernardo (Universidade de Coimbra),

«Ecografias: re-invenções e sobre-vivência»

Prof. Doutor Marc Crépon (ENS, Paris),

«Poétique de la singularité»

Café, 16h30

Doutora Golgona Anghel (FCSH-UNL),

«O lugar da ausência: W. Gombrowicz e M. Puig»

Prof. Doutor José Paulo Pereira (Universidade de Algarve),

«O animal ferido, na contra-fábula da poesia»

Organização : Professora Dra. Silvina Rodrigues Lopes, Dra. Golgona Anghel

COMO PULAR A CERCA

Posted: June 17, 2010 in Uncategorized

Este workshop pretende discutir como o espaço quotidiano pode

apontar linhas de compreensão construídas nos mais diversos campos

do saber e vice-versa a partir da obra dos artistas/arquitectos

brasileiros Louise Ganz e Breno Silva cujo trabalho envolve documentários,

vídeos, intervenções urbanas, arquitecturas, urbanismos,

ensaios fotográficos, paisagens-performáticas, livros, exposições,

caminhadas, almoços, passagens de ano novo e piqueniques. Em

questão estão os papéis e estatutos da arte, do artista e de sua

obra, e também do receptor, participante, usuário e/ou leitor das

mesmas, assim como as relações entre arte e vida pela estética.

UNL | FCSH | ID | 28 de Jun | 18 hrs

CURSO DE DOUTORAMENTO EM ESTUDOS PORTUGUESES

JOURNÉE: DE LA LITTÉRATURE COMME EXPÉRIENCE DE PENSÉE

JORNADA: DA LITERATURA COMO EXPERIÊNCIA DE PENSAMENTO

19 de Maio

FCSH, edifício ID, sala 1.05

Organização: Silvina Rodrigues Lopes, Jean-Charles-Darmon, Golgona Anghel

“O essencial é saber ver,

Saber ver sem estar a pensar,

Saber ver quando se vê,

E nem pensar quando se vê

Nem ver quando se pensa.”

Alberto Caeiro

Foucault (com Russel) Deleuze (com Carroll, Kafka ou Melville), Badiou (com Beckett ou Pessoa), Derrida (com Joyce ou Genet), Rancière (com Mallarmé, Flaubert) conseguiram, durante a segunda metade do século vinte, dar voz a uma constelação conceptual que não só se alimenta da literatura mas potencia os seus efeitos.

Esta relação não nos deixa indiferentes e é fundamental para entender que a literatura também pensa. Nela e através dela surgem questões, esboçam-se conceitos. Formam-se conceitos em andamento, verdadeiras personagens conceptuais, diriam Deleuze e Guattari, que deixam entrever a fulguração dum acontecimento do pensamento. A filosofia e a literatura são inseparáveis: “são necessárias as duas [...] como se fossem duas asas ou duas barbatanas”. Uma aliança produtiva, diríamos.

O nosso encontro não pretende, no entanto, colocar a questão apenas do lado da filosofia e assim estudar como é que os filósofos se apropriam da literatura. Não vamos pensar a literatura simplesmente como se fosse essa dimensão das margens da filosofia, mas antes colocar em questão o estatuto “filosófico” que atravessa as margens das produções literárias. (ver programa)



CURSO LIVRE

12 horas/ 6 sessões:

quinta-feira -13, 20, 27 de Maio;

quarta-feira – 2, 9, 16 de Junho

FCSH, Av. de Berna

Horario de Realização:

5ª feiras – 18h-20h / 4ª feiras – 18h-20h

Local de realização:

5ª feiras – Sala T10 / 4ª feiras – Sala T13

Ricardo Piglia, no seu livro, Crítica y ficción, sublinha: “[…] toda a crítica se escreve desde um lugar preciso e desde uma posição concreta.” Atentos ao seu aviso e retomando em eco alguns conceitos (diferença, repetição, devir, identidade, virtual, etc.) da filosofia continental, tentaremos resgatar alguns problemas de actualidade que atravessam a realidade da ficção na literatura hispano-americana dos séculos XX e XXI. Vamos ensaiar várias leituras desde o lugar mais erudito da nossa ignorância sobre: Macedonio Fernanández, Ramón Gómez de la Serna, José Gorostiza, Jorge Cuesta, Xavier Villaurrutia, Juan Rulfo, Witold Gombrowicz, Manuel Puig, María Zambrano, Gabriela Wiener. (ver programa)

Organização:

Professora Doutora Silvina Rodrigues Lopes, Doutora Golgona Anghel

Inscrições: 10(mínimo), 50 (máximo)

60 euros (geral), 25 euros (estudantes da FCSH)

Contactos: Secretariado do Departamento de Estudos Portugueses

D. Aldina Santos: dina@fcsh.unl.pt

Tel: 217908300, ext. 1204

LITERATURA E CINEMA: DESESTABILIZAÇÕES

1ª Jornada de estudos

De Fanny Owen a Francisca

6, 7 de Maio

Local: FCSH, Avenida de Berna, Edifício B, sala 32


Há entre o romance de Agustina Bessa-Luís, Fanny Owen, e o filme de Manoel de Oliveira, Francisca, um território comum que propaga ressonâncias, trafica afectos, amplia quadros de família, surpreende a decadência lenta de uma classe. Este território não se reduz, no entanto, a uma “aliança feliz”, como poderia parecer, entre literatura e cinema: destabiliza os ritos da mera encarnação “cinematográfica” do texto e abre novas questões. Ou seja, de que maneira Oliveira “instrumentaliza” o romance de Agustina? Que temporalidade(s) acompanham a história? Qual o sentido de encenar mimeticamente o espírito de uma época? Qual o lugar do argumento no devir-filme do texto? Que diferenças há entre a “imaginação literária” e a “imaginação cinematográfica”?

6 de Maio, 15h

projecção do filme Francisca

Apresentação de Rita Benis e André Dias

7 de Maio, 14h

Silvina Rodrigues Lopes “Uma certa hesitação”

Rita Benis “O texto-argumento como vontade de forma”

André Dias “Os intervalos do filme”

Pausa para café, 16h30

Fernando Pinto de Amaral “Fragmentos de um discurso romântico”

João Ribeirete “Visões da escrita”

Filipa Rosário “A construção do espaço cinematográfico no filme de Oliveira”