SEMINÁRIO ABERTO: El DORADO

Posted: January 10, 2012 in Uncategorized

Encenações de uma UTOPIA 

em tempos de cólera 

“Shadow,” said he,
“Where can it be —
This land of El Dorado?”

“Over the Mountains
Of the Moon,
Down the Valley of the Shadow,
Ride, boldly ride,”
The shade replied —
“If you seek for El Dorado.”

Edgar Allan Poe

 

Poucos lugares do mundo sofreram tantas variantes e tantas mutações territoriais como “El Dorado”. Sob a sentença de um sonho dourado, a história foi acumulando países fabulosos (Paititi, Trapalanda, Lin Lin, La Fuente de la Eterna Juventud, La Ciudad Encantada de los Césares), explorações, penosos confrontos, terras desconhecidas, minas e segredos, escravos, rubis e esmeraldas, canela e cravinho, névoas tropicais, gritos na selva. No século XVI, o fascínio do Novo Mundo fez nascer homens sem cabeça, monstros marinhos, seres deformados. Sobre o corpo delito de uma utopia – “Vulcão de ouro” (Júlio Verne), os “Tristes trópicos” (Levi Strauss), “A quimera de ouro” (Jack London), “Los mares del sur” (Vázquez Montalbán) -, a contemporaneidade vai povoando as montras das agências de turismo com viagens às Caraíbas e à Patagónia, enquanto o ocidente se vai amuralhando com políticas restritivas de imigração contra o sul. Como pensar ainda o caminho para El Dorado? Quem, como e por que procurá-lo? Como viver quando se vive numa ilha deserta, no sul? O sul pode ser também ao Oeste? O sul tem também o seu norte?

António Bracinha Vieira – “título”

Eduardo Pellejero – “O sul também (não) existe – aproximações a um território ficcional”

João Duarte – “A Patagónia de Chatwin: terra de todos os exílios”

Golgona Anghel – “A última noite de amor, o primeiro dia de trabalho”

Coordenação: Silvina Rodrigues Lopes

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

Universidade Nova de Lisboa

Torre B, sala 32

12 de Janeiro

18h-20h

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