Literatura e Cinema: Desestabilizações I

LITERATURA E CINEMA: DESESTABILIZAÇÕES

1ª Jornada de estudos

De Fanny Owen a Francisca

6, 7 de Maio

Local: FCSH, Avenida de Berna, Edifício B, sala 32

Há entre o romance de Agustina Bessa-Luís, Fanny Owen, e o filme de Manoel de Oliveira, Francisca, um território comum que propaga ressonâncias, trafica afectos, amplia quadros de família, surpreende a decadência lenta de uma classe. Este território não se reduz, no entanto, a uma “aliança feliz”, como poderia parecer, entre literatura e cinema: destabiliza os ritos da mera encarnação “cinematográfica” do texto e abre novas questões. Ou seja, de que maneira Oliveira “instrumentaliza” o romance de Agustina? Que temporalidade(s) acompanham a história? Qual o sentido de encenar mimeticamente o espírito de uma época? Qual o lugar do argumento no devir-filme do texto? Que diferenças há entre a “imaginação literária” e a “imaginação cinematográfica”?

6 de Maio, 15h

projecção do filme Francisca

Apresentação de Rita Benis e André Dias

7 de Maio, 14h

Silvina Rodrigues Lopes “Uma certa hesitação”

Rita Benis “O texto-argumento como vontade de forma”

André Dias “Os intervalos do filme”

Pausa para café, 16h30

Fernando Pinto de Amaral “Fragmentos de um discurso romântico”

João Ribeirete “Visões da escrita”

Filipa Rosário “A construção do espaço cinematográfico no filme de Oliveira”